Relatório Semanal – Al Brooks – 11/04/2020

Rali em forma de cunha no Emini, até a retração de 50% da queda provocada pelo crash do coronavírus

11 de abril de 2020, por Al Brooks

Visão Geral do Mercado: Atualização de Final de Semana

O Emini (contrato futuro do S&P500) apresentou uma forte reversão de alta durante 3 semanas. Ainda não há um topo formado. Porém, o rali1 é provavelmente uma perna de alta naquilo que se tornará uma lateralidade. Os traders devem esperar por uma perna de baixa que deve durar 2 semanas, com início até o final do mês.

Os contratos futuros de T-bonds de 30 anos formaram em março um topo em forma de V invertido. Eles provavelmente ficarão em movimentos de laterais a descendentes pelo resto do ano.

O par EURUSD no mercado de Forex tem estado em uma lateralidade ao longo dos últimos 8 meses. Está, neste momento, revertendo para cima a partir do fundo dessa lateralidade. Os traders devem esperar preços mais altos na próxima semana.

Gráfico semanal do mercado futuro de T-bonds de 30 anos:
Topo em V invertido dentro de uma tendência de alta

Legendas:
Forte rompimento acima do topo duplo formado ao longo de 3 anos, mas o rali é o clímax de compra mais extremo já formado e está ocorrendo tardiamente na tendência de alta
Reversão de baixa após atingir um alvo de movimento projetado e o topo do canal de alta
60% de probabilidade de que seja o final da tendência de alta
Espere por pelo menos 10 barras e 2 pernas de laterais a descendentes
O objetivo mínimo de 10 barras no gráfico mensal representa um ano inteiro ou mais
Essa é provavelmente a máxima dos próximos 10 a 20 anos
A queda deve eventualmente chegar pelo menos no fundo do clímax de compra mais recente, que é a mínima de novembro de 2019

Os contratos futuros dos T-bonds de 30 anos estão formando, até agora neste mês de abril, uma barra pequena no meio da amplitude da barra do mês anterior. Os primeiros 3 meses deste ano formaram as 3 maiores barras consecutivas de toda a tendência de alta. Quando o rompimento mais forte acontece tarde em uma tendência de alta, há uma probabilidade de 60% de que, pelo menos temporariamente, ele seja o final dessa tendência.

Esse clímax de compra reverteu para baixo após atingir um movimento projetado baseado no tamanho de uma lateralidade que durou 4 anos (ver linhas horizontais no gráfico acima). Ele também reverteu a partir de uma falha de rompimento acima do topo do canal de alta.

Esse é um exemplo de topo em forma de V invertido. Há um clímax extremo de compra que ocorre tarde na tendência de alta, e ocorre em uma resistência importante. Ele normalmente atrai aqueles que querem realizar lucros. Os vendedores também irão entrar. O resultado disso tudo provavelmente levará a pelo menos uma pausa na tendência de alta. É mais provável, no entanto, que ele leve a uma lateralidade prolongada e, eventualmente, a uma tendência de baixa.

Quando uma tendência termina, algumas vezes ela se transforma em uma tendência na direção oposta. No entanto, com muito mais frequência, ela se torna uma lateralidade. A lateralidade normalmente tem pelo menos um par de pernas de laterais a descendentes, e dura pelo menos 10 barras. Uma vez que estamos tratando de um gráfico mensal, isso quer dizer cerca de 1 ano inteiro.

Após isso acontecer, o gráfico estaria em Modo Rompimento. Teoricamente, haveria uma probabilidade igual tanto em favor de um rompimento de alta quanto em favor de um rompimento de baixa. Se houver um rompimento de alta, a lateralidade se tornaria provavelmente a Bandeira Final de Alta. Isso significa que o rompimento provavelmente falharia. Os traders esperariam por uma reversão de baixa que levaria a uma tendência de baixa, e que poderia durar uma década.

O que acontece se houver um rompimento de baixa?

Se, ao invés de um rompimento de alta, ocorrer um rompimento abaixo daquela lateralidade que se formará, há 50% de probabilidade de que ele leve a uma tendência de baixa. Há também 50% de probabilidade de que o movimento de queda apresente uma reversão de alta e que tal reversão de alta simplesmente aumente a amplitude da lateralidade.

A primeira reversão a partir de um movimento climático normalmente leva a uma retração até o fundo do clímax de compra mais recente. Esse fundo é a mínima de janeiro, por volta dos 154.

Porém, as tendências no mercado de títulos duram normalmente de 2 a 3 décadas. Consequentemente, o mercado provavelmente negociará em preços mais baixos por pelo menos 10 anos. Isso é válido ainda que ele não tenha iniciado a tendência de baixa. A transição de uma tendência de alta para uma tendência de baixa pode levar muitos anos.

Gráfico semanal do par EURUSD no mercado de Forex:
Reversão de alta a partir do fundo do triângulo expandido

Legendas:
Fortes reversões dentro de um triângulo expandido formado ao longo de 8 meses
Movimentos laterais por 4 semanas perto do fundo da lateralidade (o triângulo é uma lateralidade)
A penúltima semana foi uma barra de sinal de venda em L1, mas houve mais compradores do que vendedores abaixo da mínima da barra
As chances favorecem um teste da máxima de 27 de março e talvez da máxima de 9 de março

O gráfico semanal do par EURUSD apresentou reversões excepcionalmente grandes por alguns meses. Isso aumenta as chances de que haja um rompimento para cima ou para baixo. Quando um gráfico está em Modo Rompimento, há uma probabilidade de 50% que ocorra um rompimento de alta e 50% que ocorra um rompimento de baixa. O gráfico não estaria em movimentos laterais há 8 meses se qualquer um dos lados estivesse claramente no controle da situação.

Um padrão de Modo Rompimento tem também uma probabilidade de 50% de que a primeira tentativa de rompimento falhe. O mês de março apresentou as duas falhas, tanto a falha de um rompimento de alta quanto a de um rompimento de baixa.

A penúltima semana foi uma barra de sinal de venda em L1. A barra da última semana acionou o sinal de venda, ao negociar abaixo da mínima daquela penúltima semana. Mas houve mais compradores do que vendedores abaixo da barra de sinal de venda. A barra da última semana é, portanto, uma barra de sinal de compra para a próxima semana.

O par EURUSD está próximo do fundo da lateralidade que já dura 8 meses. Os preços reverteram para cima novamente na última semana, após apresentar uma forte reversão de alta 2 semanas atrás. Isso aumenta as chances de preços mais altos na próxima semana. Os alvos acima são a máxima de 27 de março e talvez até a máxima de 9 de março.

Gráfico mensal do Emini (S&P500):
Repique de preços de 1 a 3 meses, após um Rompimento Surpresa de Baixa

Legendas:
Até agora, barra interna de alta em abril, após uma forte reversão de alta a partir do fundo da lateralidade de 2 anos
Os preços estão novamente acima do fundo da lateralidade de 2 anos e acima da linha de tendência de alta traçada ao longo dos últimos 10 anos
Após 2 enormes Barras Surpresa de Baixa, é provável a ocorrência de uma 2ª perna de lateral a descendente após acontecer uma pausa ou um repique de 1 a 3 barras

O gráfico mensal do Emini está em movimentos laterais há mais de 2 anos. As barras de fevereiro e de março formaram um par de barras de baixa surpreendentemente grandes e iniciaram uma reversão para uma tendência de baixa. Uma barra surpresa de baixa normalmente leva a pelo menos uma pequena segunda perna de lateral a descendente.

Mas o repique dos preços algumas vezes apaga boa parte da queda, antes que essa 2ª perna de baixa se inicie. Raramente, o rali irá até uma nova máxima, antes que haja a 2ª perna de baixa.

Neste momento, há uma probabilidade de 70% de que a atual reversão de alta venha a falhar dentro de até 3 meses. Os traders devem esperar por um teste das mínimas de 2018 ou de 2020.

Os compradores estão esperando que a tendência de alta seja retomada

Os compradores têm boas razões para ter esperança. O gráfico mensal ainda está em uma lateralidade. Todas as tendências de baixa, desde a Grande Depressão, terminaram em uma linha de tendência de alta traçada no gráfico mensal. Essa queda recente apresentou uma reversão de alta a partir de preços abaixo de uma linha de tendência de alta traçada há 10 anos.

Os preços também reverteram quando foram abaixo do fundo da lateralidade de 2 anos. Essa lateralidade se apresenta em forma de um triângulo expandido. Um triângulo dentro de uma tendência de alta é uma bandeira de alta. Isso quer dizer que um rompimento de alta é normalmente muito mais provável nessas circunstâncias. Se este mês permanecer como uma barra interna de alta com um fechamento próxima de sua máxima, ela seria uma barra de sinal de compra para o próximo mês.

Enquanto todos esses fatores são bons para os compradores, o Rompimento Surpresa de Baixa é mais importante do que esses fatores. Ele foi extremamente grande e apareceu tarde em uma tendência de alta. Além disso, ele ocorreu após o clímax de compra mais extremo da história (o rali de 2017). Há somente 30% de probabilidade de que o atual rali continue até uma nova máxima, sem antes testar preços mais abaixo.

A lateralidade provavelmente formará um padrão majoritário de topo

A lateralidade que já dura 2 anos provavelmente levará todo este ano de 2020. Se isso ocorrer, haverá pelo menos uma máxima mais baixa. E ela seria um setup de reversão majoritária de tendência com máxima mais baixa. Os traders começariam a dizer que essa máxima mais baixa seria o ombro direito de um topo em forma de ombro-cabeça-ombro formado ao longo de 2 anos. O rali de setembro de 2018 é o ombro esquerdo.

Toda a lateralidade possui setups confiáveis tanto de compra quanto de venda. No entanto, lateralidades têm inércia. Elas resistem à mudança. Consequentemente, se os vendedores conseguirem uma máxima mais baixa razoável, e com uma boa barra de sinal de venda, eles terão somente 40% de probabilidade de que esse sinal leve a uma tendência de baixa.

Com mais frequência, a reversão não vai muito longe e a lateralidade continua. Os traders, então, procuram pelo próximo sinal de compra ou de venda.

Efeito duradouro da pandemia

Venho dizendo desde o final do ano passado que a lateralidade de 2 anos provavelmente continuaria durante todo o ano. Isso ainda é verdade. O mercado de ações provavelmente ficará em uma faixa lateral de preços, entre os níveis de 1800 e de 3600 durante a próxima década.

No entanto, continuo afirmando que isso se deve ao clímax extremo de compra que terminou no final de 2017, e não à pandemia. A pandemia simplesmente desencadeou o que já ia acontecer. O mercado estava apenas esperando por um gatilho.

Mas a pandemia ainda será muito importante no próximo ano. Ela mudou significativamente os hábitos do consumidor. Os gastos do consumidor são responsáveis ​​por 70% do PIB dos EUA. Você vai jantar ou viajar tanto quanto no ano passado? Quantas vezes você esteve no shopping nos últimos 2 meses? Por quanto tempo você dirigiu ultimamente? Todos nós estamos gastando menos.

O enorme aumento do desemprego está reduzindo ainda mais o PIB. Essas alterações não voltarão ao normal antes de decorridos muitos meses após a vacina. Portanto, a pandemia continuará prejudicando a economia por pelo menos mais um ano.

O Fed tem sido incrível

Como muitos de vocês sabem, tenho criticado o presidente do Fed (banco central dos EUA), Jerome Powell, porque ele parecia intimidado pelo presidente Donald Trump. No entanto, Powell e o Fed fizeram um trabalho extremamente competente durante essa catástrofe.

O mercado está em alta agora porque houve vendas em excesso e porque todo mundo gostou de ver o que o Fed vem fazendo. A autoridade monetária continua a lançar uma série de boas medidas de estímulo e que aumentam bastante a confiança do consumidor.

Mas, como já venho dizendo, tudo o que estão fazendo é impedir que um problema dessa magnitude destrua a economia. Eles estão tratando o problema, mas não podem consertá-lo. Há um limite para o quão longe o rali pode ir, dado que a pandemia manterá a economia fraca por pelo menos um ano.

O que acontece se o Fed parar de lançar medidas de estímulo?

Parte do rali é uma aposta de que o Fed anunciará uma próxima medida surpresa positiva. Em algum momento, o Fed terá terminado de anunciar seu arsenal de medidas. A parte do rali baseada nessa expectativa irá cessar. Esses traders não apenas irão parar de comprar, como também começarão a realizar lucros. Duvido que o Fed tenha surpresas suficientes para levar o mercado de volta à máxima histórica.

Mais importante, as forças por trás desse clímax de compra em 2017 estarão conosco por uma década. Portanto, mesmo que o Fed esteja evitando uma depressão, ele não poderá fazer com que a economia fique saudável novamente.

Uma nova máxima resultaria em uma relação Preço/Lucro muito sobrecomprada

O preço do índice S&P em relação ao lucro médio das empresas que estão por trás das ações desse índice (razão Preço/Lucro, ou simplesmente P/L) foi de 25 no início de fevereiro. Isso está no topo da série histórica. A média é de cerca de 19,5. As receitas das empresas ficarão muito abaixo do normal por muitos meses, e provavelmente pelo restante do ano.

O que acontece se o mercado de ações voltar à máxima de fevereiro deste ano? Se isso ocorrer desta vez, a relação Preço/Lucro ficaria relativamente muito mais cara, pois os ganhos das empresas estarão muito mais baixos. A relação P/L estaria, portanto, extremamente sobrecomprada. Menos instituições estarão dispostas a pagar o preço das ações por conta desses ganhos menores.

Quantas pessoas querem pagar um preço alto quando a empresa não está lucrando muito? Deixarei alguém comprar lá em cima, e estarei buscando uma venda.

Desde o final de 2017, os preços estão muito à frente dos fundamentos. Normalmente, leva uma década para que os fundamentos se atualizem. Os anos 20 deste século provavelmente serão semelhantes aos anos 70 do século passado e aos anos 2000. Os traders devem esperar por uma ação lateral dos preços, com grandes ralis e grandes quedas, pelos próximos 10 anos.

Gráfico semanal do Emini (S&P500):
Reversão de alta a partir do triângulo expandido, mas é provável que haja mais lateralidade

Legendas:
Falha de rompimento abaixo da lateralidade de 2 anos, após a falha de rompimento acima dessa lateralidade
Agora, há um Triângulo Expandido, que é um tipo de lateralidade. Portanto, ainda em padrão de Modo Rompimento
Queda foi extremamente forte e, portanto, as chances favorecem um teste do fundo da lateralidade de 2 anos, antes de uma nova máxima

O gráfico semanal do Emini rompeu acima da lateralidade de 2 anos em fevereiro, mas reverteu violentamente para baixo. Apresentou em março um forte rompimento abaixo daquela mesma lateralidade e agora está revertendo de forma bem forte para cima. Uma vez que os preços estão agora de volta ao meio da lateralidade, o momento é bem neutro.

Os compradores esperam que esse rali seja o início de uma reversão de alta a partir do fundo do triângulo expandido. O alvo deles é a formação de uma nova máxima.

Mas o colapso dos preços foi extremamente forte. Isso faz com que seja provável que esse rali não continue até uma nova máxima, sem antes fazer uma pequena lateralidade por várias semanas.

Na verdade, após uma queda que atingiu 34%, os compradores provavelmente precisarão de pelo menos alguns anos antes que consigam chegar na máxima anterior. E, mesmo quando chegarem lá, por conta da força com a qual ocorreu o clímax de compra de 2017, o Emini provavelmente será incapaz de ir muito acima da máxima anterior possivelmente pelo resto desta década.

É provável que o rali vá um pouco mais

A barra da penúltima semana foi uma grande barra de alta dentro de um rali de 3 semanas. Os traders esperam por pelo menos preços ligeiramente mais altos na próxima semana. A média móvel exponencial de 20 períodos é um magneto acima.

Mas os traders sabem que pernas dentro de lateralidades normalmente param assim que atingem o terço do meio dessa lateralidade. Consequentemente, eles esperam por pelo menos algumas poucas semanas de movimento lateral, a começar dentro das próximas semanas.

Após isso acontecer, um teste do fundo da lateralidade, por volta da mínima de dezembro de 2018 ou da mínima de março, é mais provável do que uma continuação do movimento de alta até a máxima histórica.

Gráfico diário do Emini (S&P500):
Rali em forma de cunha no Emini, até a retração de 50% da queda provocada pelo crash do coronavírus

Legendas das frases principais da parte superior:
Tendência de Baixa em forma de Impulso e Canal normalmente se torna uma lateralidade
Frequentemente, testa o início do canal de baixa antes de iniciar a perna de baixa dentro da lateralidade
Legendas das frases principais da parte inferior direita:
Rali testando a correção de 50% da tendência de baixa
Rali em forma de cunha e, portanto, pode começar um movimento a qualquer momento para testar a mínima mais alta de 1º de abril
Legendas dos termos indicativos no gráfico:
Rompimento de baixa é o Impulso
Início do canal é um magneto
Canal de baixa
2706,00 está 20% abaixo da máxima histórica

O gráfico diário do Emini fez um rali forte por 3 semanas. Ao ir acima do preço de 2706,00, não está mais abaixo do nível de 20% de queda em relação à máxima histórica. Consequentemente, não está mais em um mercado de baixa (bear market).

Além disso, os preços estão mais de 20% acima da mínima formada na queda dos preços. Muitos traders, portanto, acreditam que o Emini está novamente em um mercado de alta (bull market).

Mas uma perna grande de alta após uma perna grande de baixa cria uma grande confusão2. Confusão é uma das marcas de uma lateralidade. Os traders devem esperar, em breve, por uma perna de baixa na lateralidade que está se formando.

A última semana foi acima do nível de 50% de retração da tendência de baixa que já dura 2 meses. Os compradores esperam que a reversão de alta em V continue até a máxima de 3 de março. Essa máxima foi o início do canal parabólico de baixa. Mas, considerando o quão abaixo foi esse canal de baixa, haverá provavelmente uma correção de 2 semanas antes dos preços chegarem naquela máxima.

Ainda que não haja ainda claramente uma cunha formada, o rali está começando a desenvolver as características de uma cunha. Isso é um sinal inicial de que os compradores estão ficando hesitantes, e que os vendedores estão começando a abrir posições.

Tendência de Baixa em forma de Impulso e Canal normalmente se torna uma lateralidade

Os traders sabem que uma reversão de alta, após uma Tendência de Baixa em forma de Impulso e Canal, normalmente testa o início do canal de baixa. Então, o rali, a partir daquele teste, normalmente se torna uma lateralidade.

Esse alvo (o início do canal de baixa) está provavelmente muito longe para ser alcançado a partir do fundo em V, tendo em vista o quão forte foi a queda anterior. Assim, os traders devem esperar por um teste da mínima mais alta de 1º de abril ou da mínima da tendência de baixa que se formou em 23 de março, antes que aquele alvo seja atingido. Em algum momento, os compradores tentarão novamente alcançar aquele alvo.

Ainda não há topo formado e, então, o rali pode continuar por mais uma ou duas semanas. Porém, os compradores provavelmente começarão a realizar lucros e os vendedores começarão a abrir posições agora, pois os preços já fizeram uma retração de metade da tendência de baixa.

O quão acima irá o rali iniciado pelo fundo em V?

Legendas por quadro:
Primeiro quadro:
Fevereiro de 2018
Rali a partir do fundo em V parou e se tornou uma perna de alta dentro de uma lateralidade
Segundo quadro:
Dezembro de 2018
Fundo em V continuou para cima em uma tendência de alta
Terceiro quadro:
Hoje
Rali a partir do fundo em V provavelmente será parte da lateralidade, por conta da tendência de baixa muito forte

Houve 3 fortes quedas no decorrer dos últimos 26 meses. Em fevereiro de 2018, houve uma queda de 10% e, dali, seguiu um forte rali. Ele foi um rali em forma de cunha e se tornou uma perna de alta naquilo que se tornou uma lateralidade que durou 6 meses.

O colapso de 20% dos preços no final de 2018 também levou a uma reversão em forma de fundo em V. O rali se tornou uma tendência de alta. A tendência de alta durou o ano inteiro e o Emini fez uma nova máxima.

O que acontecerá dessa vez? O rali tem sido forte, tal como das outras duas vezes. Além disso, o início do canal de baixa em forma de cunha parabólica foi a máxima de 3 de março. Ela é um magneto após o clímax de venda. Muitos compradores esperam que o rali vá até lá, antes que aconteça uma correção com mais de 3 dias.

Mas o mercado acionário derreteu 34% em um curto espaço de tempo. Esse é o mercado de baixa mais dramático desde o Crash de 1929. Os traders sabem que a força dessa queda é suficiente para tornar improvável que o fundo em V se torne uma tendência de alta. Os compradores atualmente têm somente 30% de probabilidade de que haja uma nova máxima dentro dos próximos 2 anos.

Uma lateralidade é mais provável do que uma tendência de alta

Neste momento, há uma probabilidade de 70% de que haja um teste da mínima de março ou da mínima mais alta de 1º de abril, antes de haver uma nova máxima. Mas quando o movimento para esse teste das mínimas irá começar? Há uma cunha em formação nesse rali atual. Isso frequentemente leva a algumas pernas de baixa. Os traders ainda querem que se forme um topo mais claro, especialmente por conta do quão estreito está o canal de alta que já dura 3 semanas. O rali atual está forte.

O canal parabólico de baixa começou com a máxima mais baixa em 3 de março. Os traders sabem que um rali após uma Tendência de Baixa em forma de Impulso e Canal normalmente vai até por volta do início do canal de baixa. Mesmo que os preços sigam até aquele início do canal de baixa, eles provavelmente irão antes testar aquelas mínimas mencionadas.

Durante os dias finais do colapso dos preços em março, eu disse diversas vezes que haveria um rali extremamente forte. Esse rali seria o início de uma reversão em forma de fundo em V. Mas eu disse que fundos em V se tornam tendências de alta somente em 20% do tempo. Eles se tornam tendências ainda com menos frequência após colapsos de preços como o que ocorreu.

Foi por esse motivo que eu escrevi que o rali a partir do fundo em V iria falhar após alguns meses, e terminaria como uma perna de alta naquilo que viria a se transformar em uma lateralidade. Isso é similar àquilo que aconteceu em fevereiro de 2018.

O rali de 3 semanas está se comportando da maneira que eu pensei que iria se comportar. Eu ainda espero que a reversão de alta a partir do fundo em V venha a falhar. Os traders devem esperar que o Emini entre em uma lateralidade, provavelmente pelo resto do ano. Contudo, ainda não há um topo formado. O Emini provavelmente ficará em movimentos de laterais a ascendentes por pelo menos mais uma ou duas semanas.

1 Nota de tradução: a palavra “rali” aqui é usada com o mesmo sentido da palavra inglesa rally, que denota um movimento de alta.

2 Nota de tradução: A frase original “Big Down, Big Up, Big Confusion”, cunhada por Al Brooks, é bastante utilizada por ele quando há grandes pernas consecutivas para um lado e para o outro, sem que ocorra um claro rompimento para qualquer um dos lados, criando assim a confusão que caracteriza uma lateralidade.

* Esta tradução livre para o português tem fins exclusivamente didáticos, foi autorizada por Al Brooks e não pode ser reproduzida ou utilizada de nenhuma forma sem autorização expressa do autor ou editor, exceto para uso em citações breves e desde que com a devida citação da fonte em sua reprodução. O texto original em inglês pode ser encontrado no seguinte link do website do autor: https://www.brookstradingcourse.com/market-analysis/emini-wedge-rally-50-percent-retracement-coronavirus-crash/.

 

Tradução: Filipe Mano (Aluno do Treinamento ao vivo)

Copyright © 2020 de Al Brooks Todos os direitos reservados. Este artigo ou qualquer parte dele, assim como qualquer mídia relacionada, não pode ser reproduzido ou utilizado de nenhuma forma sem autorização expressa, do autor ou editor, exceto para uso em citações breves, com a devida citação da fonte. O uso não autorizado configura crime.

8 Responses

  1. Ormindo Junior
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    Muito bom. Obg

  2. Roberval W Souza
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    Muito boa a análise…. Grato.

  3. Edusbs
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    Obrigado pela aula!

  4. gukilpp
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    Boa noite, devido a semelhança de movimentos do S&P e do Indice Futuro (Bovespa) podemos “esperar” análises semelhantes para o nosso índice? Obrigado pela atenção.

    • Filipe Mano
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      Olá gukilpp, vou dar a minha opinião: nesta crise atual, a correlação entre os dois índices de fato está muito positiva. Portanto, a análise do S&P500 certamente pode ser um guia para conclusões gerais acerca do Ibovespa. O que considero mais importante nesse relatório semanal do Al, porém, é entendermos como ele analisa o contexto, trata as probabilidades de cada hipótese e, assim, conclui o que é mais provável ou menos provável. É com essa ideia que leio os relatórios do Brooks, pois sei que posso levar o mesmo raciocínio ao analisar qualquer outro ativo com liquidez, seja ele correlacionado ou não com o S&P500. Bons estudos. Abs

      • gukilpp
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        Obrigado pela sua opinião, é relevante para que eu possa ampliar minha leitura do contexto. Está fazendo um ótimo trabalho por todos nós.
        Muito Obrigado

  5. igorccollaco
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    Muito obrigado Filipe!

  6. Alexandre Campos
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    Excelente! Muito obrigado!

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